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Anda comendo suas emoções? Veja como superar a fome emocional

Bella Falconi

21/02/2020 04h00

Crédito: iStock

Talvez você nunca tenha ouvido falar nisso, mas a fome emocional é um problema sério e que pode resultar em muito mais do que apenas ganho de peso ou quadros mais severos de obesidade, mas também em outras doenças a partir da premissa de um desequilíbrio emocional.

A fome emocional é desencadeada por um desejo ou uma necessidade de comer difícil de controlar e que pouco tem a ver efetivamente com um fator fisiológico. Ela costuma surgir repentinamente e geralmente só é saciada através da ingestão de alimentos calóricos, ricos em açúcar e/ou gordura, o que reafirma sua origem emocional e psicológica.

O grande problema é que esta fome emocional pode também vir acompanhada de uma compulsão, que leva a ingestão alimentar mesmo após a sensação de se estar cheio. É uma combinação que causa diversos males e que conduz a um comportamento totalmente disfuncional.

Como reconhecer?

A diferença entre a fome fisiológica em relação a fome emocional é que ela ocorre de forma gradual, sendo saciada por uma grande variedade de alimentos e resulta em uma interrupção na vontade de comer após o corpo sinalizar que está satisfeito. Já a fome emocional costuma ser desenfreada e pode ser desencadeada quando se busca evitar emoções, decepções, problemas de ordens diversas e assim obter um refúgio ou conforto na comida. É uma forma de descarregar tensão, raiva ou frustração.

A fome psicológica tem causas e origens mais profundas do que muitos supõem. Este comportamento alimentar disfuncional costuma estar ligado a outros problemas psicológicos, como situações de depressão, perturbações de ansiedade, problemas de baixa autoestima e autoimagem corporal, entre outros.

E como vencer a fome emocional e se tornar uma pessoa mais bem disposta e mais saudável? Existem uma série de procedimentos que podem ser adotados, mas o primeiro passo de todos é reconhecer que precisa mudar, que algo está errado, e que precisa de ajuda.

1. Encare a mudança

Por mais difícil que pareça ser no começo, você está investindo em si e em um futuro com qualidade de vida. Para isso, é preciso encarar a mudança e assumir que você tem que sair da sua zona de conforto. Esse é o primeiro passo. No entanto, não encare isto como uma obrigação ou imposição: encare a mudança com sua amiga. Afinal, você se sente bem com seus hábitos atuais ou você quer cuidar mais ainda da sua saúde e evitar doenças e outros tipos de problemas? Seja mais forte do que a sua dor.

Já acompanhei muitos casos de pessoas que não estão satisfeitas com alguma coisa, seja com o corpo, com a saúde ou até mesmo com o estilo de vida que leva. Porém, quando se dão conta que para alcançar os resultados e benefícios que esperam será necessário submeter-se a mudanças e a trabalhar duro em prol daquilo, aquela pessoa acaba encontrando desculpas para não o fazer. Seja mais forte do que a sua melhor desculpa e esteja realmente disposto a mudar.

2. Chegue ao cerne do problema

Tente entender o que desencadeia a sua fome emocional (o estresse e a ansiedade, por exemplo). A partir deste mapeamento será possível encontrar maneiras mais adequadas de lidar com as dificuldades emocionais a partir de sua origem.

3. Ocupe a mente

Tente desviar a sua mente dos pensamentos sobre comida. Ocupe-se a mente e o seu tempo livre com alguma tarefa que lhe traga satisfação e que o mantenha longe da geladeira, como por exemplo dar uma volta pela cidade, ver um filme, conversar com um amigo, ler um livro, etc.

4. Tenha um grupo de apoio

Procure se cercar de pessoas amigas, formando uma rede social de apoio, que te possibilitem ter quem desabafar e conversar nos momentos mais difíceis. Fazer parte de um clube ou associação pode ajudar.

5. Evite radicalismos

Pessoas compulsivas devem evitar fazer dietas restritivas. Devido a alta restrição calórica, este tipo de estratégia alimentar costuma desencadear um maior desejo por alimentos calóricos em pessoas que já sofrem quadros de compulsão alimentar.

Evite dietas radicais e loucuras nutricionais, que podem até momentaneamente resultar em perdas extraordinárias de peso, mas que logo pode ser recuperado em quadros de ansiedade e descontrole emocional.

6. Busque ajuda profissional

Se você já fez outras tentativas de vencer a fome emocional e não obteve êxito, então é hora de buscar ajuda profissional, de um terapeuta, psicólogo e um nutricionista. Quadros compulsivos afetam a vida diária daqueles que sofrem com este desequilíbrio, por isso merecem total atenção.

Quando a fome emocional se transforma numa perturbação do comportamento alimentar (como uma compulsão alimentar, por exemplo) é indispensável o tratamento psicoterapêutico para prevenir o seu agravamento e o desenvolvimento de outros problemas psicológicos futuros.

Sobre o autor

Bella Falconi é bacharel em nutrição e mestre em nutrição aplicada pela Northeastern University, nos Estados Unidos. Atualmente É pós-graduanda em Teologia e pioneira do movimento saudável nas redes sociais. Bella também é ex-atleta fitness e ministra palestras motivacionais em vários lugares do mundo, principalmente no Brasil.

Sobre o blog

Dicas e artigos sobre saúde e bem-estar, com foco no equilíbrio e nas realizações pessoais. A ideia central do blog é motivar e também desmistificar diversos assuntos sobre alimentação saudável.

Blog da Bella Falconi