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Alimento que faz mal? Aprenda a calcular o fator inflamatório das refeições

Bella Falconi

09/11/2017 09h21

Infelizmente a nutrição ainda parece um bicho de sete cabeças para muitos. Contudo, o que todos deveriam saber é que, muito além de uma ciência, a nutrição é um universo onde todos deveriam mergulhar de cabeça, pois assim nos tornamos capazes de combater e prevenir diversas doenças.

Digo isso porque muitos ainda pensam que somente os profissionais da área têm a obrigação de entender a respeito dos assuntos referentes à alimentação. Mas, como já falei aqui no blog: nutrição é um assunto sério e todo mundo deveria saber ao menos os conceitos básicos para tomar as rédeas da própria saúde.

O processo inflamatório é um deles. Definida como uma resposta de defesa do organismo contra a invasão de vírus, bactéria e células cancerígenas, a inflamação parece benigna, certo? Mas quando ocorre de forma excessiva e não tomamos as devidas providências para controlá-la, ela pode se tornar um problema.

O que é inflamação?

Com certeza a palavra "inflamação" não é desconhecida em seu vocabulário, mas você sabia que existem alimentos que podem engatilhar respostas inflamatórias no nosso corpo? Eu explico: nosso corpo é capaz de produzir químicos inflamatórios e anti-inflamatórios, chamados de prostaglandinas. Eles são produzidos a partir dos alimentos que ingerimos e qualquer desequilíbrio na dieta pode resultar numa produção excessiva de prostaglandinas inflamatórias, que são combustíveis para as respostas inflamatórias. Porém, a ingestão de nutrientes como o ômega-3 e antioxidantes contribuem na produção de prostaglandinas anti-inflamatórias.

Como resposta ao estilo de vida que levamos e a nossa alimentação, o corpo também passa a produzir químicos inflamatórios de forma excessiva. Isso é agravado pelo fato de não ingerirmos a quantidade suficiente de nutrientes que reduzem os efeitos nocivos desses químicos. Além disso, o sobrepeso também é um fator que aumenta a ocorrência de respostas inflamatórias no corpo, pois as células adiposas produzem químicos inflamatórios numa taxa bem maior do que outras células. É um ciclo vicioso: quanto mais peso você ganha, maiores são as chances de o seu corpo desenvolver processos inflamatórios que resultam em inúmeras doenças (e menores são as chances de você conseguir perder peso).

Quer saber como está a inflamação de seu corpo? Um dos marcadores é chamado de proteína C reativa, e é facilmente medida por meio de exames de sangue. A quantidade (mg) de proteína C reativa por litro de sangue irá indicar a extensão de processos inflamatórios no corpo.

Como saber se os alimentos que você consome são inflamatórios?

Os alimentos são medidos por uma escala chamada de "fator de inflamação". A fórmula utilizada para calcular esse valor inclui cerca de 20 diferentes fatores (quantidade e tipo de gordura do alimento, a quantidade de vitaminas, minerais e antioxidantes e o índice glicêmico), os quais afetam o potencial dos alimentos de causarem ou combaterem a inflamação. Para cada fator, pontos são adicionados ou subtraídos ao alimento e o resultado final é um número de apenas um dígito que prevê o impacto em nosso corpo. É importante saber que o valor negativo do fator de inflamação indica que um alimento possui efeitos inflamatórios e o valor positivo indica justamente o contrário.

Alimentos inflamatórios:

– Açúcar
– Alimentos processados
– Farinha branca
– Adoçante artificial
– Leite
– Álcool
– Carne vermelha
– Margarina
– Carboidratos refinados como pizza e pão branco
– Gordura trans
– Fast food e frituras

Alimentos anti-inflamatórios:

– Salmão
– Atum
– Sardinha
– Amêndoas
– Azeite de oliva
– Tomate
– Ervas e especiarias
– Alimentos ricos em fibras como os integrais
– Frutas

Como faço para calcular o fator de inflamação das minhas refeições?

Já existem aplicativos e sites na internet que possibilitam o fácil acesso a esse cálculo. Vale ressaltar que podemos até ingerir alguns alimentos que tenham um fator de inflamação negativo, desde que eles sejam balanceados com outros alimentos que tenham propriedades anti-inflamatórias. Tudo isso pode ser analisado através do cálculo que mede o fator de inflamação de uma refeição ou ainda de um único alimento, baseado em porções. Uma vez que aprendemos o valor do fator de inflamação de alguns alimentos comuns, não precisamos correr atrás desses cálculos sempre, pois os valores já estarão na ponta da língua.

O que devo fazer para prevenir processos inflamatórios?

Essa é a famosa pergunta que sempre fazemos, muito embora já saibamos bem a resposta: um estilo de vida saudável, que inclua alimentação balanceada e atividade física frequente, é a forma mais eficaz de prevenir doenças. Além disso, não fumar, não ingerir bebidas alcoólicas com frequência, manter um peso saudável e minimizar o estresse também são formas eficazes de prevenir e reduzir a inflamação no corpo. Mas lembre-se: os alimentos podem ser o seu melhor remédio ou o seu pior veneno.

Sobre o autor

Bella Falconi é bacharel em nutrição e mestre em nutrição aplicada pela Northeastern University, nos Estados Unidos. Atualmente É pós-graduanda em Teologia e pioneira do movimento saudável nas redes sociais. Bella também é ex-atleta fitness e ministra palestras motivacionais em vários lugares do mundo, principalmente no Brasil.

Sobre o blog

Dicas e artigos sobre saúde e bem-estar, com foco no equilíbrio e nas realizações pessoais. A ideia central do blog é motivar e também desmistificar diversos assuntos sobre alimentação saudável.

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